O ESSENCIAL: Incêndio revela sucessão de erros no Museu Nacional

E mais: estratégia petista, boatos de greve, mortes de militares e o novo teatro negro
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RIO, 4 DE SETEMBRO DE 2018

O essencial da manhã


Bombeiro entra no Museu Nacional após incêndio. Foto: Márcio Alves/Agência O Globo

Repasses ao Museu Nacional diminuíram,
mas verbas à UFRJ aumentaram 


Olá, bom dia. 

O incêndio que destruiu o Museu Nacional ocorreu após uma sucessão de erros que começam a emergir das cinzas. A direção da Universidade Federal do Rio de Janeiro reduziu em 34,3% o repasse à instituição nos últimos cinco anos, enquanto seu orçamento aumentou de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,1 bilhões em quatro anos. O colunista Lauro Jardim revela que o pedido de socorro feito ao BNDES não previa dinheiro para combater incêndios.

Em entrevista ao GLOBO, o reitor da UFRJ reclama do Ministério da Cultura. E a direção do museu calcula que 90% do acervo de 2 milhões de itens se perderam. Em sua coluna, Marina Caruso  apresenta iniciativa que pode criar versão do Museu Nacional em realidade virtual.

Há duas décadas, uma tentativa de transformar a instituição em uma fundação chegou a levantar US$ 80 bilhões junto ao Banco Mundial, mas não foi à frente. Agora, o país precisa se decidir se protegerá outros patrimônios, afirma a colunista Míriam Leitão.

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O ESSENCIAL: O que sobrou do Museu Nacional após o incêndio

E mais: país perde metas de Educação, Argentina lança pacote contra crise, e Fifa ignora Messi entre os melhores do mundo
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RIO, 3 DE SETEMBRO DE 2018

O dia em resumo


Vista aérea do Museu Nacional após incêndio. Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo

Museu Nacional contabiliza perdas e encontra objetos


Olá, boa noite.

O fim do incêndio que consumiu o Museu Nacional deu início às buscas pelas peças do acervo que podem ter resistido ao fogo. A coleção egípcia — a maior da América Latina — é dada como perdida, mas um quadro do Marechal Rondon foi resgatado, e uma peça da exposição sobre insetos foi descoberta em uma varanda na Tijuca. E há esperança para “Luzia”, o crânio humano de 11.500 anos. Veja dez tesouros históricos que estavam no prédio.

Enquanto isso, a comunidade acadêmica avalia o impacto sobre a ciência brasileira. E as autoridades se concentram na estrutura do prédio histórico. A Defesa Civil interditou o local e apontou risco de desabamento em áreas internas. 

Durante a manhã, o governo federal anunciou rede de apoio para reconstruir o museu. A UFRJ receberá, de imediato, R$ 10 milhões para o museu. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que busca ajuda internacional.

Bisneto da Princesa Isabel ofereceu parte do acervo da família. Universitários lançaram campanha para recolher fotos das exposições. E internautas contaram, nas redes sociais, lembranças de suas visitas ao museu.

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O ESSENCIAL: Incêndio no Museu Nacional é síntese das tragédias brasileiras

E mais: Um vídeo de Luzia, agora destruída pelo fogo
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RIO, 3 DE SETEMBRO DE 2018

O essencial da manhã


Incêndio destrói Museu Nacional, e Defesa Civil avalia dano estrutural


Olá, bom dia. O incêndio que destruiu o Museu Nacional – o mais antigo do país – parece ser uma síntese das tragédias nacionais. Reúne descaso com o patrimônio público, desinteresse pelas Ciências e pela História, falta de recursos, ausência de condições mínimas de trabalho para servidores e manutenção insuficiente.

Não bastasse esse histórico de problemas, os bombeiros enfrentaram mais um absurdo ontem: chegaram a ficar sem água para combater as chamas e tentar salvar os 20 milhões de itens da instituição. Há anos, pesquisadores já vêm denunciando o estado precário do museu, criado há 200 anos por Dom João VI.

Hoje pela manhã, funcionários da Defesa Civil entraram no Museu para avaliar os danos à estrutura do edifício. Em meio à destruição, uma única peça ao menos parece ter resistido, intacta. Na hora do incêndio, não havia mais visitantes no museu. Ninguém ficou ferido.

Na noite de domingo, funcionários se arriscavam para tentar resgatar algumas peças das labaredas. Entre os itens que sucumbiram ao fogo estão fósseis, relíquias da monarquia brasileira, objetos de estudo paleontológico e arqueológico. O crânio fossilizado de Luzia, considerada a primeira brasileira, era um dos itens mais preciosos do museu. Veja aqui vídeo que mostra o crânio.

O colunista Bernardo Mello Franco resumiu um pouco o sentimento após o incêndio: "um país morre um pouco quando destrói a sua própria história".

Setor imobiliário dá sinais de recuperação

O número de imóveis sem dono diminuiu de 64.420 unidades no primeiro semestre de 2017 para 20.812 em junho. Ainda há, no entanto, desafios a vencer. 

#focanovoto

Enquete feita pelo Unicef, a pedido do GLOBO, mostra que 91% dos jovens acreditam no voto fomo forma de mudar o país. A reportagem é a primeira produzida pelo grupo de estagiários da redação, no projeto #focanovoto.
 

Melancolia no setor naval

Alguns dos principais estaleiros do país enfrentam hoje um cenário melancólico. A euforia do setor naval na última década deu lugar a cemitérios de plataformas. São mais de R$ 17 bilhões que enferrujam inacabados.
 

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