O ESSENCIAL: Relatório da Previdência é aprovado na CCJ e vai ao plenário do Senado

E mais: Lula e o semiaberto, demissão no Incra, escolas civico-militares, protestos em Hong Kong
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RIO, 1º de OUTUBRO de 2019
O DIA EM RESUMO
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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, por 17 votos a 9, o parecer do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a reforma da Previdência. O texto deve ser analisado pelo plenário da Casa ainda nesta terça-feira. O governo comemorou o resultado e articula para evitar alterações na próxima etapa. Também pretende reintroduzir trechos que haviam sido suprimidos na Câmara dos Deputados.

Em detalhes: os senadores rejeitaram na CCJ os três destaques apreciados, incluindo a proposta que retirava da reforma as regras do abono salarial — era o item que mais preocupava o governo.

Entenda: o parecer aprovado tem potencial de economia de R$ 876,7 bilhões em dez anos, segundo projeções do governo. Sem a mudança no sistema de aposentadorias, o país terá menos recursos para outras áreas. Confira em quatro pontos por que a reforma é importante.

Bastidores: senadores do Norte e do Nordeste ameaçam dificultar a votação em segundo turno, prevista para ocorrer até 10 de outubro. Eles cobram ação do governo para assegurar a divisão dos recursos do leilão do pré-sal para estados e municípios.
 
Em ofício enviado à Justiça Federal, a Polícia Federal constatou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem boa conduta na prisão. O documento é necessário para decisão sobre progressão ao regime semiaberto. Por estratégia, a defesa de Lula defende que ele permaneça na Superintendência da PF em Curitiba.

O que foi dito: o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Victor dos Santos Laus, chamou a condição de Lula na PF de “regalia” e disse que o político não tem poder de escolha sobre a progressão de regime. Questionado sobre o assunto, o presidente Jair Bolsonaro discordou: “Quer ficar, fica”.

Em paralelo: o Supremo Tribunal Federal deve julgar este mês a possibilidade de os réus começarem a cumprir pena após decisão da segunda instância do Judiciário. A decisão pode impactar o caso de Lula.
Viu isso?
Caso Queiroz: o senador Flávio Bolsonaro desistiu de pedido para anular provas obtidas na investigação sobre seu gabinete na Alerj.
General exonerado: João Carlos Jesus Corrêa foi demitido da presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária após pressão de ruralistas.
Farda e uniforme: 15 estados e o Distrito Federal aderiram ao programa de escolas civico-militares. Os R$ 54 milhões reservados pelo governo pagarão apenas o salário dos militares.
Rio fora dos planos: ao contrário do que afirmou o governador Wilson Witzel, a Disney declarou que não planeja construir parque no estado.
Treze dias de terror: um policial militar do Rio foi preso por torturar e manter uma mulher de 23 anos em cárcere privado em Duque de Caxias.
Parada bélica: a China exibiu poderio militar ao celebrar 70 anos de revolução. Presidente Xi Jinping disse que nenhuma nação impedirá avanço do país.
Protestos violentos: um manifestante foi baleado pela polícia de Hong Kong. É o primeiro caso desde o início dos atos, em junho.
A crise mora ao lado: 35,4% dos argentinos estão em situação de pobreza. Índice subiu 8,1 pontos percentuais em um ano.
Jair Bolsonaro, presidente
Declaração para garimpeiros de Serra Pelada (PA), após reunião com representantes do grupo no Palácio do Planalto, prometendo vídeo que iria “abrir a cabeça da população”. Presidente disse ainda que “ao que parece” empresas estrangeiras pagam propina para ocultar crimes ambientais
Ferramenta tem objetivo de aumentar privacidade e só pode ser usada em grupos. Usuários escolhem exclusão em cinco segundos ou em uma hora
Consultoria da Câmara dos Deputados analisou contabilidade das equipes. Para saldar débitos, Flamengo precisaria de três anos, e Botafogo, 34
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O ESSENCIAL: Gilmar suspende investigações sobre Flávio Bolsonaro

E mais: reforma da Previdência, disputa no PSL, crise no Peru, pressão de Trump, 'Coringa'
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RIO, 1º de Outubro de 2019
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que as investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, sejam suspensas . A decisão atende a pedido do parlamentar e afeta investigações do Ministério Público do Rio sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz, a tramitação de recursos no Tribunal de Justiça do Rio e até julgamento do tema no Supremo.

Entenda: a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que as investigações continuavam mesmo após a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que suspendeu processos que usavam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização prévia do Judiciário. Gilmar pediu que o Conselho do Ministério Público apure irregularidades no compartilhamento de dados entre o Coaf e promotores.
 
O Senado pretende votar hoje a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, pela manhã, e no plenário, à noite. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirma que há entre 60 e 63 senadores favoráveis ao texto — são necessários 49 votos no plenário. A votação da proposta de emenda constitucional em segundo turno deve ocorrer até o dia 10 de outubro.

O que aconteceu: a votação havia sido adiada em uma semana. Ontem, Alcolumbre se reuniu com governadores do Norte e Nordeste para evitar perda de apoio de senadores dessas regiões. A reunião resultou em acordo para garantir a divisão de recursos do megaleilão do pré-sal.

Fique atento: Alcolumbre convocou para as 13h sessão do Congresso que analisará a Lei de Diretrizes Orçamentárias e vetos do presidente Jair Bolsonaro a leis recentes. Na quarta, o Congresso se reúne para avaliar vetos ao projeto de lei eleitoral.
Nos EUA, Blairo Maggi conheceu o futuro do agronegócio: máquinas que identificam doenças, leite de laboratório e hortas verticais. No Brasil, a novidade é o peso do custo Bolsonaro no caixa das empresas do campo
Viu isso?
Chave do cofre: aliados de Bolsonaro brigam por mudança no estatuto do PSL para alterar gestão do fundo partidário, que soma R$ 103 milhões.
Movimentos articulados: centrais sindicais e confederações patronais se anteciparam ao governo e discutem com Rodrigo Maia proposta de reforma sindical.
Ritmo da chuva: a prefeitura do Rio faz apenas 7 das 22 obras necessárias para evitar deslizamentos em dias de temporal.
Crise constitucional: o presidente do Peru determinou a dissolução do Congresso, que, em resposta, aprovou suspensão temporária do presidente e deu posse ao vice.
Segundo telefonema: Donald Trump foi acusado de pressionar o premier australiano, Scott Morrisson, para investigar origem de inquérito sobre influência russa na eleição de 2016.
Brecha permanente: iPhones produzidos entre 2011 e 2017 e outros aparelhos da Apple têm falha que não pode ser corrigida.
Sequência ruim: o Botafogo chegou a quatro jogos sem vencer ao ser derrotado pelo Fortaleza.
Podcast debate os objetivos do ex-presidente e do Ministério Público Federal em novo front de disputa judicial: a progressão de pena do petista
Time de jornalistas analisa os dois destaques de Flamengo e Grêmio, que amanhã disputam semifinal da Copa Libertadores
Filme sobre o vilão das HQs estreia na quinta-feira amplificado por prêmio em Veneza, aposta sobre Oscar e debate sobre violência dentro e fora dos cinemas
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