O ESSENCIAL: Rio inicia retomada de comércio, lazer e esportes

E mais: contas de Witzel, protestos nos EUA, racismo no Brasil
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RIO, 1º de junho de 2020
O DIA EM RESUMO
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Retomamos hoje a newsletter que reúne as principais notícias do dia. Nas últimas semanas, ela foi substituída pela 'Em Quarentena', dedicada exclusivamente aos assuntos ligados à pandemia do novo coronavírus. A partir de hoje esses temas também estarão na newsletter, mas ao lado de outros destaques. 

Boa leitura!
 
O Brasil se aproxima das 30 mil mortes por Covid-19 fazendo planos de reabertura e sob alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade demonstrou preocupação com a pandemia do novo coronavírus no país e alertou que a América do Sul ainda não atingiu o pico de contágios. Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde confirmou que 29.937 pessoas morreram em decorrência do vírus. O país tem 526.447 infecções notificadas.

Em foco: o município do Rio de Janeiro, que passou de 30 mil casos de Covid-19 nesta segunda-feira, está cada vez mais perto de iniciar a retomada das atividades. A prefeitura permitirá, a partir desta terça-feira, que cariocas caminhem no calçadão das praias e pratiquem esportes no mar e em centros de treinamento . Também estão autorizados a funcionar templos religiosos, lojas de móveis e concessionárias de automóveis.

O plano de reabertura, anunciado pelo prefeito Marcelo Crivella, terá seis fases e deve ser concluído em agosto. Algumas restrições permanecerão — são as “regras de ouro”. Entenda como será a reabertura de cada setor.

Já o plano do governo do estado inclui permissão para o funcionamento de shoppings, centros comerciais e lojas de rua, e atividades esportivas ao ar livre a partir do dia 8 de junho. Confira os principais pontos do esboço do decreto estadual.

Opinião de especialista: o infectologista Roberto Medronho, da UFRJ, alertou que a retomada das atividades oferece risco de alta súbita de casos de Covid-19. “Nenhum país do mundo abriu na ascendência da curva”, disse. “Quando o governo sinalizar que o isolamento vai ser afrouxado, vai ser como abrir uma porteira”.
Viu isso?
Mal avaliado: o TCE rejeitou por unanimidade as contas do governador Wilson Witzel de 2019. O relator apontou sete irregularidades e 39 impropriedades. A Alerj decidirá sobre aprovação ou rejeição final.
Confronto verbal: Bolsonaro criticou Moro, chamado de “covarde” por portaria sobre prisão de quem desrespeitasse o isolamento. Moro rebateu, dizendo que flexibilização de armas incentiva “rebelião armada”.
Atos rivais: um dia após confronto na Avenida Paulista, o governo de São Paulo decidiu proibir que manifestações antagônicas sejam realizadas nos mesmos dia e local.
Ruas em fúria: ao menos seis pessoas morreram em protestos contra o racismo nos EUA. Ontem, a Casa Branca ficou no escuro. Trump instou governadores a “dominar” manifestantes.
Causa da ira: George Floyd, cujo assassinato deu início aos protestos nos EUA, morreu por asfixia e perda de fluxo sanguíneo no cérebro, concluiu laudo independente, que contradiz versão apresentada por autoridades.
Cargos para o centrão: o governo nomeou indicado pelo PP para o Fundo Nacional e Desenvolvimento da Educação, que gere R$ 54 bilhões. O PL emplacou nome na Ancine e deve assumir o Banco do Nordeste.
Pandemia nos presídios: 293 suspeitos de homicídio que estão presos no país apresentaram ao STJ pedido de habeas corpus por causa do coronavírus. Sete foram soltos.
Futuro nas urnas: o governo da Rússia marcou para 1º de julho o referendo que pode manter Vladimir Putin no poder até 2036.
Para ler com calma
Questão racial volta ao centro do debate político com protestos no país e nos EUA. Veja lista de pensadores que discutem os temas nas redes sociais
Pesquisadores ficam isolados por mais tempo do que o previsto e enfrentam 150 noites com temperaturas de até 39,5 graus negativos
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O ESSENCIAL: Grupos a favor e contra Bolsonaro entram em confronto no Rio e SP

E mais: rede de fake news, pandemia no Brasil, protestos nos EUA
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RIO, 1º DE Junho de 2020
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Grupos a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro entraram em confronto no domingo, durante protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Polícia Militar usou bombas de gás contra manifestantes. Foi a primeira vez, durante a pandemia do novo coronavírus, que foram registrados atos contrários ao presidente — eles foram realizados por torcidas organizadas de times de futebol que levaram bandeiras antifascistas, entre eles Flamengo, Corinthians e Palmeiras.

Enquanto isso, Bolsonaro participou de novo ato em Brasília contra o STF e com pedidos de intervenção militar. Desta vez, o presidente montou em um cavalo da Polícia Militar e passou pelos manifestantes.

Em detalhes: investigada pelo STF, a ativista Sara Winter comandou protesto na madrugada de ontem em frente à Corte. O grupo vestia máscara e carregava tochas, ato que foi comparado ao de supremacistas americanos. Já na Avenida Paulista, a presença de um símbolo neonazista ligado à Ucrânia será investigada pela polícia.

Outro olhar: a participação de torcedores nos protestos a favor da democracia mostra que o futebol não precisa de jogos para ser uma força ativa na sociedade, afirma Carlos Eduardo Mansur. Colunistas do GLOBO analisaram a mobilização das torcidas organizadas.

Bastidores: militares da cúpula do governo Bolsonaro apontam um “excesso” de decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) como a razão da crise institucional em curso, conta o repórter Vinícius Sassine.
 
A verba publicitária de empresas estatais, como Petrobras e Eletrobras, financiou canais no YouTube que veiculam notícias falsas, pedem intervenção militar no país e defendem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Alguns donos dos canais são alvo da investigação no STF sobre rede de divulgação de fake news.

Entenda: 28.845 anúncios da Petrobras e da Eletrobras foram veiculados nestes canais entre janeiro de 2017 e julho de 2019, revela levantamento do GLOBO. Dados da Secretaria de Comunicação da Presidência apontam 390.714 anúncios em 11 sites com o mesmo perfil entre junho e agosto do ano passado. Veja os canais que receberam dinheiro público.

Em paralelo: canais de WhatsApp foram utilizados para a organização das manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro no domingo. A convocação começou logo após a operação da Polícia Federal contra supostos envolvidos na rede de notícias falsas. Enquanto isso, no Twitter, possíveis robôs foram usados para inflar reação contra o STF.

Entrevista: a máquina de informações falsas no Brasil surpreendeu o publicitário americano Matt Rivitz, criador do projeto “Sleeping Giants”, cuja versão brasileira expôs propagandas públicas em site que propaga notícias falsas. Ao GLOBO, ele defendeu desmonetizar essas páginas. “Se você quer ser racista, não tenha lucro com isso”, afirmou.

Conheça: as reportagens marcam a estreia do Sonar, projeto que se dedica a mostrar como as redes sociais influenciam o debate político.
 
O Brasil testemunhou a multiplicação de casos de Covid-19 em maio. Em 31 dias, o país saltou de cerca de 91 mil infecções para 514.849, contabilizadas pelo Ministério da Saúde até domingo. Nesse período, a pasta perdeu o segundo ministro durante a pandemia do coronavírus, Nelson Teich. Há 17 dias, o ministério é comandado por um interino, o general Eduardo Pazuello.

O que está acontecendo: os casos fatais também mudaram de patamar, de 6 mil em 1º de maio para 29.314 ontem. Nas últimas 24 horas, foram notificados 480 mortes e 16.409 casos da doença. No mundo, já são mais de 6 milhões de infecções — 7,3% delas ocorreram no Brasil.

Em paralelo: a pedido de Bolsonaro, o Exército voltará a fabricar cloroquina. Pelo menos mais 500 mil comprimidos serão produzidos. E o país vai receber dos Estados Unidos 2 milhões de doses de hidroxicloroquina, além de mil respiradores. Estudos científicos indicam que os medicamentos representam um risco para pacientes de Covid-19.
Ao aceitarem que caiam no seu colo milhares de mortes, Forças Armadas mostram que topam tudo por seu capitão
Viu isso?
Palavra do decano: Celso de Mello comparou o Brasil à Alemanha de Hitler e criticou bolsonaristas em texto enviado aos ministros do STF.
Geração em risco: a paralisação das aulas ameaça a alfabetização de mais de 4,5 milhões crianças brasileiras.
Sem filtro: 11 dos 22 criminosos mais procurados do país receberam o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo.
Obituário: morreu, aos 91 anos, o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, que nos anos 1990 foi condenado por desviar verbas em São Paulo.
Confronto: a PM usou bombas e balas de borracha para dispersar protesto em frente ao Palácio Guanabara contra a violência policial no Rio.
Fúria nas ruas: 24 estados dos EUA pediram intervenção da Guarda Nacional em protestos contra assassinato de homem negro por policial.
Eleições nos EUA: o democrata Joe Biden assumiu a liderança da campanha presidencial sobre Trump, segundo pesquisa.
Missão completa: o foguete da SpaceX, do bilionário Elon Musk, em operação conjunta com a Nasa, chegou à Estação Espacial Internacional.
Ídolo em casa: o atacante Fred, de 36 anos, está de volta ao Fluminense, após quatro anos. Ele ganhará dois salários mínimos até o Brasileirão.
Ex-procurador-geral Cláudio Fontelles analisa a postura de Augusto Aras frente às investidas do presidente
Para ler com calma
Cantora compõe e produz em 43 dias novo disco, com nove canções inéditas, que reflete sobre os anseios da vida em isolamento social
‘Escolinha do professor Raimundo’ e ‘Fora de hora’ ganharão episódios inéditos em áudio. Emissora também produz ‘podséries’
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